História da Cidade

CARAMBEÍ

Seu nome tem origem na língua indígena dos Tupis Guaranis, significando “rio das tartarugas”, mas suas características mais marcantes se devem à sua colonização. Carambeí em 1713, era uma fazenda que começava no rio Iapó e se estendia até o rio Pitangui. Com uma casa sede, entre Ponta Grossa e Castro. Por má administração de seu proprietário, José Goes, a fazenda acabou indo a leilão, e dessa época a meados de 1854, ela foi arrendada por diversas vezes, até que foi permutada por outra fazenda, pelos descendentes de Francisca Teixeira de Azevedo, a Sinhara do Carambeí.

 

Fazenda Sinhara

 

 

A estação, em foto sem data. Reproduzida do livro "Carambeí 75 anos, 1911-1986", de Hendrik Adrianus Kooy - Linha Itararé-Uruguai - km 218,800 (1936).

Foi a Brazil Railway Company que adquiriu a fazenda. Essa companhia fez planos de colonização para a área, pretendendo conseguir carga para os seus comboios, afinal, acabara de construir uma linha férrea, que cortava a fazenda.

Basicamente, era entregue ao colono um lote de terra, uma casa, uma canga de bois e três vacas leiteras, as quais poderiam ser em número maior, de acordo com a capacidade na sustentação do gado. A companhia fornecia também sementes e adubos para a primeira semeação. A própria comprava toda a produção.

Em 1905 alistadores do governo brasileiro percorriam a Europa á procura de imigrantes. Os primeiros holandeses foram enviados para uma povoação perto de Irati. A maioria acabou retornando para a Holanda. Os que ficaram procuraram outro lugar para se instalar. Leonardo Verschoor, seu irmão e Jan Vriesman mudaran-se para o loteamento aberto pela Brazil Railway Company entre Castro e Ponta Grossa , no local Chamado Carambeí, nome que vem do Guarani, que quer dizer tartaruga no rio. Assinaram contrato em 04 de abril de 1911, data que marca o início do Vilarejo Carambehy.

Em seguida Jan Verschoorvai para Holanda trazer novos imigrantes, que chegaram a Carambeí em 11 de dezembro de 1911. A partir de 1916, a firma De Geus & Cia fabricava seu próprio queijo. Coube a esses pioneiros uma das primeiras iniciativas de criar uma cooperativa de produção do Brasil em 1925, com sete sócios, produzindo manteiga e queijo formava-se a Sociedade Cooperativa Hollandesa de Laticínios. Em 1941 a cooperativa mudou sua razão social para Cooperativa mista Batavo Ltda. E em 1 de março de 1954 surgiu a Cooperativa de Laticínios do Paraná Ltda.

 

1950 - Mecanização


Ainda nos anos 50 um colono deixou de registrar um terreno, com a intenção de vender em lotes, para a construção de casas, surgindo a Vila Nova Holanda. Após isso surgiram novas vilas: Vila Boqueirão, Vila Vriesman, Vila A.F.C.B. e Jardim Brasília. E finalmente em 1994 os Jardins Bela Vista I, II, III e Novo Horizonte. (Fonte: Carambeí 75 anos, de Hendrik Adrianus Koo)

  

Capela Imaculada Conceição

 

Situada na comunidade Catanduva de Fora, km 11, estrada para o Alagado. A construção atual data de 1880, em estilo colonial barroco sendo considerada a primeira igreja do município, a qual abriga a imagem de Nossa Senhora Imaculada Conceição achada num rio por um pescador.